Cineclube Mate com Angu

Sessão Catapulta 2012 - Uma Odisseia de Filmes - Mate Com Angu

Há sete anos que todo mês de outubro é mês de lançamento de filmes em Duque de Caxias. Isso porque o cineclube Mate Com Angu promove anualmente uma sessão dedicada a curtas-metragens recém-saídos do forno, em uma noite sempre com gostinho de festa.

Dessa vez a sessão Catapulta vai acontecer no próximo dia 31, com entrada franca, na Lira de Ouro Ponto de Cultura.

O coletivo audiovisual da Baixada Fluminense acaba de completar 10 anos de atividade e, como já é habitual do grupo, após a sessão uma super festa está programada, comandada pelo DJ Rodrigo Cavalcanti e convidados.

 

SERVIÇO

Dia: 31/10/12 Hora: 20h30min

Local: Lira de Ouro Ponto de Cultura

Endereço: Rua José Veríssimo, 72, centro de Duque de Caxias, RJ

Entrada franca.

http://www.matecomangu.com.br

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Exibiremos curtas onde a poesia e os poetas impregnam a narrativa. A tela do Mate nos fará viajar ao som hipnótico das palavras ritmadas, pelo som da batida das ondas na areia, ou do coração inspirado de amor. Quando não havia cinema, eram as palavras em volta de uma fogueira que criavam mundos mágicos de imaginação.Após a sessão, teremos um sarau de poesia.Música com o DJ Cavalcanti.Microfone aberto para os poetas que se agarantam.Programa:

O Céu no Andar de Baixo – de Leonardo Cata Preta
Animação – 2D Digital – 15min – 2010 – MG
Desde os 12 anos de idade, Francisco faz fotografias de céu. Um dia, algo diferente aparece em uma de suas fotografias mudando a sua rotina.
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O Poeta do Castelo – de Joaquim Pedro de Andrade
Documentário – 16mm – 12min – 1959 – RJ
Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo próprio poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais da rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio. A modéstia de seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas do bairro.

Assaltaram a Gramática – de Ana Maria Magalhães
Documentário – 35mm – 13min – 1984 – RJ
Antecipando a linguagem do videoclipe, o documentário traça o perfil dos poetas Francisco Alvim, Paulo Leminski, Waly Salomão e Chacal por meio de poemas e textos expressivos, apresentando-os de forma ficcional e performática. O filme também homenageia a poeta Ana Cristina Cesar e tem como música original “Assaltaram a gramática”, de Lulu Santos e Waly Salomão, gravada especialmente para o filme.
Assaltaram a Gramática

 

leminski – #1
digital – 2012 – recreação coletiva
erica magni, fred girauta, luana dias, lydiane fátima, marcelo santana, tadeu lima
um video sobre quando inspirados pelas palavras de Leminsky amigos se encontram numa noite de outono…


noise carambolas – #4

digital – 2012 – recreação coletiva
fabiane albuquerque e tadeu lima
naquele momento em que vc zapeia a tv aberta, descobre que não tem nada pra assistir e no caminho até a geladeira esbarra num violão, umas carambolas e uma maquina fotográfica: recreação coletiva.

“As Aventuras de Paulo Bruscky” by Gabriel Mascaro
documentário – DV-Cam – 19min – 2010 – PE

O artista Paulo Bruscky entra na plataforma de relacionamento virtual “Second Life” e conhece um ex-diretor de cinema, Gabriel Mascaro, que hoje vive, se diverte e trabalha fazendo filmes na rede virtual. Paulo encomenda a Gabriel um registro machinima em formato de documentário de suas aventuras no “Second Life”

Não dá pra soltar pipa sozinho e se tem uma imagem que é triste é o tal soltar pipa no ventilador… Isso porque ela é potente metáfora pra sentimentos muito intensos que habitam o coração humano desde muito tempo. A graça da pipa é que ela é uma brincadeira coletiva, de bonde, e ainda sim preservando uma importante sensação de individualidade na condução da linha, no dibicar. Igualzinho ao Cinema que a gente acredita. E juntando gente nova e gente mais velha, menino e menina – incluindo sempre.

Tudo bem que hoje quase ninguém faz mais sua própria pipa – compra-se pronta – mas ainda há um quê de artesanato nela também. Igualzinho ao Cinema que a gente acredita.

A pipa precisa da natureza pra exercer sua afirmação – no ar ela tem o seu próprio jeito de seguir o desenho do ar; e precisa da cultura, do conhecimento partilhado. O vento e o encontro.
A pipa precisa da deriva, um certo espaço pra imprecisão, aquele necessário toque de descontrole que talvez seja a função da arte, mas que certamente faz bem como recado de que a Vida não é apenas a razão mecanicista. Eita.

Mas o mais revelador do ato de soltar pipa é lembrança do sentimento de liberdade que está em todos nós e está na busca por um Cinema livre e libertador – mesmo quando não se tem essa ideia conscientemente. Fazer um filme, fazer uma sessão cineclubista, viver prazerosamente, tem muito a ver com chamar os amigos pra curtir uma pipa, sentir o vento na cara, rir solto, esgarçar o tempo, esse tempo em que a Máquina capitalista insiste em nos cobrar como fatura.

E assim o Mate Com Angu, o cerol fininho da Baixada, chega aos 10 anos de aventuras. Hoje a linha chinesa domina o mercado, mas os carretéis comprados nos armarinhos da vida eram o dezão e o dezinho… 10. Dez soltando pipa, fazendo amigos e provocando muito.

E é bom que vendo nossa cidade hoje dá pra sentir em todos os cantos surgirem novos ares frescos, desafiando a aridez de uma terra marcada pela violência do coronelismo, da corrupção e da auto-estima massacrada por décadas. E isso é alentador também.

Que o Audiovisual siga ajudando esse processo de libertação na Baixada Fluminense e em todos os cantos de todo esse país imenso e desigual. A cabeça tem que ser uma pipa que avoa!

E hoje é dia de festa. Inspire-se na pipa e dance livre pelo céu, mesmo que o seu cabresto insista em lhe conduzir… Vale lembrar que cruzar é uma possibilidade sempre bacana e toda pipa avoada tem sempre o risco de ser aparada – e quem sabe essa não pode ser uma boa pra hoje, hein? 😉

Cineclube Mate Com Angu comemora 10 anos no próximo dia 29/08

Uma badalada festa com direito a exibição de filmes, videoarte, performances e shows vai marcar o aniversário dos dez do cineclube Mate Com Angu na próxima quarta-feira, em Duque de Caxias.

Com o nome de Sessão Pipa Avoa, a exibição contará com filmes que marcaram a tela do grupo nessa década e produções de coletivos parceiros, além dos vídeos apresentados no concurso Caxias em 1 Minuto, cuja votação está sendo realizada pela página do grupo na rede social Facebook.

O evento também vai reunir referências estéticas e pessoais do coletivo, que vão servir como prévia de uma exposição sobre o grupo que acontecerá em setembro no Sesc Caxias.

Das atrações da noite haverá também uma performance do artista plástico Ronald Duarte, do Imaginário Periférico, e do coletivo Eta Aquarídea, que montará um cenário virtual especial para a ocasião.
Fechando a noite, show com a banda Los Vulcânicos e festa com o DJ residente Rodrigo Cavalcanti e o DJ Lobão, discotecando só com vinis.

A sessão Pipa Avoa vai acontecer na Lira de Ouro Ponto de Cultura, no centro de Caxias, a partir das 20h30min com entrada franca.

SERVIÇO
Dia 29/08/12, quarta-feira
Hora: 20h30min
Local: Lira de Ouro, rua José Veríssimo, 72, Centro de Caxias
Entrada franca.
https://www.facebook.com/matecomangu.org
@matecomangu

Imagem

Nada deveria parecer impossível de mudar, mas vem chegando o tempo das urnas e vai batendo um desânimo, um desagradável deja-vù… Se esse modelo que há aí nos faz bagaço. Se temos jogos olímpicos esmagando direitos humanos, se temos lavagem de dinheiro pra ver a bola rolar, enquanto a Cúpula dos Povos acontecia pulsante no aprazível Aterro do Flamengo, Duque de Caxias tinha montanhas de lixo em cada esquina. Um esgoto de corrupção, negociatas espúrias e hipocrisia sustentando a imagem da bem intencionada conferência internacional.  O fedor impregna e sufoca em nome da beleza das boas intenções. Descendo a ladeira, lá vem o Brasil.

Rio, patrimônio natural da humanidade, assim como a arquitetura de Brasilia. Ceilândia é Caxias, Caxias é Ceilândia. Na sombra da beleza que causa espanto, cidades caladas sustentam um bonito horizonte que mais parece miragem.

A beleza pode ser terrível: até Hitler queria um mundo mais belo. Só a beleza desmonta o selvagem King Kong que há dentro de nossa revolta. A perfeição sufoca e massacra o candango, encobre a demanda por um mundo mais justo e coerente. O marqueteiro na reunião da prefeitura já dizia: “deixe de lado, não temos problemas de imagem”. Haja verbo gasto – e verba – para fugir o olhar do essencial. “Cansa ser tão duro e manter o bolso cheio”.

Estética é ética. Os fins não justificam os meios – quem vai pagar a conta? Alan Resnais já dizia – somos todos responsáveis; uma hora a casa cai e não vai adiantar ir chorar no colo da mamãe. Façamos algo. A começar, olhando para onde pisamos, onde moramos. Em nossos corações. Não acredite no que te vendem pra frente e nem nas tradições, esvazie a cabeça e olhe o mundo em volta. Ele é novo, rico e cheio de potência. Recrie.

E assim é o filme de Adirley Queirós. “A cidade é uma só?” faz escolhas com lucidez. Fabulando a realidade e o fazer cinematográfico, Adirley, esse herói cinematográfico, vai driblando as armadilhas dessa arte burguesa e trilhando uma ideia de cinema verdadeiramente popular. Sem ranços ou rancores, mas com muita dor, esse filme propõe através de seus personagens um mundo possível no agora. Mesmo tendo um cenário tão seco e cheio de poeira, com seus podres poderes e sob a sombra de belas e inócuas bandeiras, os personagens partem pra cima e fazem da vida um ato de integridade.

E assim seguimos… Mais uma eleição vem aí e as Ceilândias continuam belas e crueis em suas lutas amorosas em nome da Vida. Viva o Cinema.

Abraços candangos,
Cineclube Mate Com Angu
10 anos de nordeste universal

Adirley recebendo em sua casa o prêmio “Angu de Ouro 2011” por “Dias de Greve”.

PROGRAMA

A cidade é uma só?, de Adirley Queirós

Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano. O ponto de partida dessa reflexão é a chamada Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que, em 1971, removeu os barracos que ocupavam os arredores da então jovem Brasília. Tendo a CEILÂNDIA como referência histórica, os personagens do filme vivem e presenciam as mudanças da cidade.
Elenco: Dilmar Durães, Wellington Abreu, Nancy Araújo, Rosa Maria, Yuri Pierri.
Direção e roteiro: Adirley Queirós
Produção: Adirley Queirós, André Carvalheira
Direção de fotografia: Leonardo Feliciano
Montagem: Marcius Barbieri
Prêmio da Crítica na Mostra de Tiradentes (2012).
Menção Honrosa na Semana dos Realizadores (2011)
DF – 2011 – 73min

Assista o trailer!

Trabalho Descartável, de Dayana Cêh
Bastidores da contratação de pessoas para trabalhar nas eleições e a força do dinheiro nesta relação.
RJ – 2009 – 7min – Macaé – RJ

Festa!
DJ Rodrigo Cavalcanti
DJ Saddock

Programação dentro do Enearte 2012!

Rio de Janeiro, cidade olímPica, Brasil, Cópula do Mundo… Eita nós.

Daqui há umas semanas, gente de vários cantos do planeta vem pra cá com as mais variadas expectativas, a maioria delas com um fundo de esperança de que é possível fazer algo pra deter o caminho certo para o suicídio civilizatório em curso no momento…

Mas, é preciso ficar atento. Se a gente der mole, a tal da Rio+20 vai ser o referendo pra uma realidade que no Brasil é regra histórica: tem sempre alguém que se fode nessa história de progresso e esse alguém é sempre o povo.
Todo mundo quer progresso, melhorias e tals, mas não dá pra embarcar nessa de economia verde assim do jeito que está colocada, com cheiro de coisa velha.

Geral jogando banco imobiliário e todo mundo sifu, ainda levando a culpa pela destruição do planeta.

E isso é muita sacanagem; é como uma suruba onde o povo entra sempre com a mesma parte…

Mas, diferentemente de outros momentos, existem hoje uns poréns.

Há uma pá de gente pelo mundo sentindo em seus corpos que o momento é de real transformação e pra isso é preciso verdade e entrega. A necessidade de erotizar essa razão tão sem razão que tem nos levado ao abismo – mas sem esses fetiches de sexo padronizado para vender automóvel. E meditação sem mistificação. E sinceridade sem cobranças de perfeição. Humanidade.

Como as vadias de todos os gêneros que estão por aí pra bagunçar com as tentativas de encaretamento da vida.

É pelo corpo que o Sistema, seja lá como você o defina, nos domina, nos divide e tenta a todo o custo vampirizar as pequenas revoluções. Mas há algo de fato novo no ar e o cheiro é do bom.

Bem, a solução nós não temos, mas uma coisa podemos afirmar: uma boa ideia é fazer como o He-Man que sempre se esforçou pra sacudir o Esqueleto. Pra mexer com as estruturas por dentro, certamente é preciso sacudir a poeira dos quadris e fazer dançar os policiais de dentro da mente.

Porque se o mundo quer amolecer cacetes e endurecer corações, lembre-se que o amor é sexualmente transmissível.

 

A propósito, governos, grandes corporações, políticos félas e burocratas pélas, um recado: vocês nos fodem tanto, podem pelo menos dizer que nos amam?

 

Abraços copulantes,

Cineclube Mate Com Angu

10 anos + 69

 

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