Cineclube Mate com Angu

HACIENDA COM ANGU – SESSÃO ZAT

Posted on: dezembro 1, 2009

Corsários, uni-vos! Nesta noite de brigadeiro o norte é navegar livres nos mares, entre piratas e os donos do mundo, buscando tesouros perdidos, alimentando os peixes e namorando sereias.

Net, mangues, esquinas, transforma-dores sobre os postes poluídos na visão. Dor e Sobrevivência, capacidade lúdica multiplicada. Sobrancelhas em riste no caminhar aventureiro daquele que busca bordar rugas sábias e orgulhosas.

O que é a mentira sem o véu da moralidade? E se a observarmos, como um cientista observa um fenômeno da natureza?

Tenório Cavalcanti, velho, plácido, rugas, recebe em sua fortaleza, localizada no centro de duque de caxias, um cineasta que quer ouvir sua história. Tenório está com 80 anos e tem cara de que não machuca mais ninguém. Um homem velho nas portas do paraíso ou do inferno. Um fim melancólico como deve ser o fim de todos nós.

“É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida.”

“Salvador Dali”

Os troncos robustos e cheios de vida. Uma serra elétrica é ligada. Um tronco é cortado. Arvores caem. Caminhões são carregados com toras e pegam a estrada. Música, créditos iniciais. Fabrica de papel. A celulose vira papel. É cortado, empacotado e vai para o caminhão. Os residuos poluentes são jogados no rio. A resma de papel empacotada está organizada simetricamente nos estandes de uma grande loja. O jornal noticia: Acidente com uma empresa de celulose causa desastre ambiental em rio no ES.

Tubarão lê a notícia pendurada na banca de jornal. Ele entra na loja compra uma resma de papel. Coloca na máquina de escrever. Sozinho em seu quarto. Bate a máquina, recorta, cola. Papéis são colocados na máquina de xerox. A máquina trabalha, cospe os zines. Eles são dobrados com amor. O olhar do autor sobre sua obra, seu filho. Quarta sem lei. Zines sendo pendurados no varal. A festa começa. O som rola. Os zines são pegos aos poucos e lidos pelo público presente. Tubarão lê uma de suas poesias no microfone. Corta.

Tenório forjava atentados contra sua própria vida. Balas de festim em praça pública. Alvoroço em sépia na cidade ainda com seus restícios de vila. Bang-bag. Teatro. Mito. Close no olhar de Sergio Leone.

A contra-informação é real. Escolha a pílula azul ou entregue a alma ao simulacro. O espetáculo quer você. Zonas autônomas Temporárias. Liberdade para os espaços públicos. Acredite na rebelião. Quem tiver ouvidos, ouça. Levante. Amém.

O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO! Procure as pistas.

Com vocês, de “Saco Cheio!!!” de Felipe Oliveira, do Cineclube Tupinambá.

Abraços tesudos,

Pelo Cineclube Mate Com Angu

Cinema Vira Laje

O blog Fazenda Virtual é parceiro do Mate Com Angu.

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2 Respostas to "HACIENDA COM ANGU – SESSÃO ZAT"

Putakiupariu, esse vídeo é foda!

Ótimo post. Parabéns Mate Com Angu! O filme é bem legal.

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